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Mineiros da Carbonífera Criciúma protestam por não receber salários

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Sindicato dos Mineiros de Forquilhinha realizou ato neste sábado, 7. Nova mobilização ocorre nesta segunda-feira, 9, na sede do Siesesc. 

Na Carbonífera Criciúma, são 212 mineiros demitidos há mais de quatro meses aguardando o pagamento da rescisão, conforme acordo estabelecido com a empresa; 100 outros mineiros demitidos sem acordo; e mais 400 trabalhando sem receber o salário que deveria ter sido pago em outubro.

Por conta desta situação, no último sábado, 7, o Sindicato dos Mineiros de Forquilhinha realizou assembleia e depois um protesto com passeata em Criciúma. Nesta segunda-feira, 9, os trabalhadores se reúnem novamente, mas desta vez na sede do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siesesc), a partir das 9h, em Criciúma, para cobrar ação do representante das mineradoras.

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A situação vem se arrastando desde o último dia 20 de outubro, quando a Carbonífera Criciúma não pagou a primeira parcela da rescisão contratual dos demitidos há quatro meses e o salário dos mineiros que permanecem trabalhando.

“No Siesesc queremos descobrir quem está faturando a entrega de carvão da mineradora, porque a carbonífera segue extraindo, mas entrega o produto por outra empresa. Com isso, não paga os funcionários. E enquanto os mineiros não receberem, vamos seguir fortalecendo o movimento de protesto”, ressalta o presidente do Sindicato dos Mineiros de Forquilhinha, Fernando Maurício Nunes.

Além disso, de acordo com Nunes, a mineradora desconta do salário dos mineiros há mais de um ano o FGTS, INSS e a contribuição do sindicato. “E esse valor não é depositado. Há um ano a contribuição do sindicato não é repassada, e nem os direitos dos trabalhadores, cumpridos”, completa.

Mais demissões

O sindicato ainda garante que já tomou conhecimento de que mais demissões devem ser feitas em um futuro próximo. “Acreditamos que o número de desligamentos possa chegar a mais de 200 trabalhadores, da média de 400 que segue trabalhando”, finaliza Nunes.

A reportagem procurou os diretores da Carbonífera Criciúma, mas até o fechamento da matéria, não conseguiu contato.

Francine Ferreira

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