Economia

Os veículos novos tiveram aumento cinco vezes maior que a inflação do ano medida até agora

Faz alguns anos, comprar o seu primeiro carro ou mudar para um modelo mais novo não era uma decisão complicada, com mínima inflação, opções de financiamento e os preços dos veículos com opções mais em conta, uma grande porcentagem da população podia ter acesso à comodidade de um médio de transporte próprio.

Lamentavelmente, parece que essa fase do mercado automotivo acabou e resta muito para voltar aos “anos felices”. De fato, segundo o próprio presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, a figura do “carro popular” (ou seja, aquele que não tem nada de tecnologia e por isso fica mais barato) não existe mais no Brasil.

Para comprovar o anterior, só basta dar uma olhada no preço dos 10 carros mais vendidos no país para identificar que sete desses modelos estão na faixa dos R$100.000 ou mais. Apenas três veículos do ranking oferecem valores menores, mesmo sem ser verdadeiramente econômicos: o Fiat Mobi (o seu preço é de R$ 61 mil), o Fiat Argo (com valores que vão desde R$67 mil até R$79 mil) e o VolksWagen Gol ( com valores que começam em R$68 mil e podem chegar até R$ 75 mil).

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Isto quer dizer que, ainda nas alternativas mais populares estão ficando longe das possibilidades dos consumidores pois o incremento no preço dos carros supera amplamente o dos salários dos trabalhadores. Ainda mais, segundo os analistas da empresa KBB Brasil, orientada à cotação de preços deste tipo de produtos, o incremento dos veículos novos, neste ano, superou em cinco vezes o aumento da inflação de 2021 acumulada até agora. Para ter uma perspectiva, o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia indicou que, no último mês, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) -utilizado para o monitoramento da inflação- cresceu 1,25% acumulando uma alta de 8,24% no total do ano e de 10,67% nos últimos 12 meses.

Para alguns analistas, o motivo do maior aumento no preço dos carros tem a ver com o incremento, registrado, desde o começo da pandemia, de várias matérias primas utilizadas no processo de produção e montagem, como o alumínio, o cobre e o aço, que finalmente se reflete no custo dos carros. Ao mesmo tempo, o freio na produção por motivo do lockdown nos diversos países gerou uma carência de estoque e, com isso, uma desregulação entre a oferta e a demanda dos veículos.

O recomendado para quem está na procura de comprar um carro, é esperar até a oferta se normalizar. Espera-se que, daqui a alguns meses, com maior estoque disponível, os preços de alguns modelos possam se reduzir. Isto também irá influenciar nos custos da apólice do carro escolhido, pelo simples motivo dela estar ligada ao valor do veículo segurado. Daí, com uma possível baixa nas cotações, as seguradoras também poderão diminuir as mensalidades cobradas na prevenção dos riscos.

 

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