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“Tempos nublados, no mínimo…”

Odonto Excellence

Wagner Fonseca – poeta, professor e blogueiro

Eu olho para 2018 preocupado com o que pode vir ainda. Não porque esse ou aquele candidato pode ganhar ou perder. Não pelo que esse ou aquele candidato representa olhando do passado até hoje.

Me assusta todo esse celeuma causado nesse instante que se arrasta há algum tempo. Toda essa polarização que se estabeleceu entre os “bons de um lado” e os “outros bons do outro lado” em nada beneficia lado algum.

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Em meio a todo esse turbilhão de meias verdades e meias mentiras quem sofre mais é quem está no meio, quem está fora dele e quem sequer consegue entender o que está acontecendo.

Tempos sombrios? Já podemos vislumbrar alguma coisa, pois está difícil ter um pensamento positivo olhando nosso horizonte que jamais se aproxima e parece cada vez mais se ampliar em direções que não ousamos imaginar onde podem nos levar.

Aliás, imaginamos e muito bem, para nosso sufoco. Tudo o que a historiografia e a literatura nos ensinaram parecem pairar sobre nossas cabeças divididas como a “ceifeira cruel” e sua foice curva balançando seus ossos alguns metros acima. Será que seu riso seco nos assusta? Cabeças irão rolar, certeza escandalosa e grotesca que aumenta em nossos olhares quando ousamos erguer nossas cabeças aos céus.

Enquanto muitos imaginam um futuro glorioso para nossa nação já tão combalida, eu fico me perguntando sobre que cadáveres construirão os palácios da “vindoura nova era de paz, ordem e progresso” …

Dividir e conquistar há tempos deixou de ser um lugar-comum para se tornar regra infalível na conquista pelo poder, principalmente quando os olhos externos são aqueles a fixarem-se arduamente sobre a lasca de poder que querem retirar de seus alvos.

O alvo somos nós e, tal qual presa é hipnotizada e enganada pela serpente que rasteja silenciosamente, estamos prestes a ser sufocados e quebrados literalmente. Nossa digestão será rápida em seu interior e o resultado é aquela “cacaca” que costumamos bostejar ao falar de nós mesmos: “Brasileiro? Eita povinho de m….!”

Como povo e nação ainda não crescemos. Chegamos a nossa fase adolescente, birrentos, bipolares, ranzinzas e alegres ao mesmo tempo. Oxalá pudéssemos, como a maioria dos adolescentes, aprender com nossos erros e nos tornar adultos melhores. Chegará nosso “gigante adormecido” à maturidade rumo ao caminho da sabedoria? Que nossas cicatrizes possam nos ensinar.

Ps.: sim, às vezes eu consigo ser otimista, mas hoje não.

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