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Saber amar, saber deixar alguém te amar

Câmara de vereadores II

Psicóloga Jéssica Horácio – CRP 12/14394

Psicoterapeuta Corporal e Tanatóloga

Em tempos de relações tóxicas e abusivas, precisamos tomar muito cuidado para não colocar o amor e as relações saudáveis numa gaveta chamada descrença ou, ilusão.

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Desacreditar em algo porque se frustrou é tão natural do ser humano que existe até um nome clínico para isso, se chama desconexão emocional. Tem gente que após sofrer uma ruptura daquilo que amava desenvolve um jeito muito particular de olhar para a vida e para as relações em geral, elas racionalizam todo sentimento, ou seja, tudo é pautado na lógica e no intelecto. Tem gente que para não viver mais a dor da perda passa a não se vincular as pessoas, as relações são movidas por interesses que se não forem satisfeitos, não trará sofrimento, assim não acolhem mais a profundidade que os sentimentos tem, elas usam o que as pessoas podem lhe oferecer, mas não ficam com quem não dá o que elas querem. E correm o risco de serem tratadas da mesma forma.

Mas a verdade é que nós não nos desconectamos por mero acaso, nós nos desconectamos antecipadamente porque lidar com a possibilidade de ser desconectado forçadamente, contra a nossa vontade causa medo, muito medo. É que é tão maravilhoso quando amamos e somos amados mas é proporcionalmente dolorido quando se perde este amor.

Nós não endurecemos porque sofremos, nós endurecemos porque não aprendemos a assimilar a dor e a se construir ou reconstruir às vezes a tendo como companhia.

Não é sobre fazer da ingenuidade ou ignorância um critério para construir relações, uma criança ingênua se sentiria profundamente abalada se lhe prometessem carinho eterno e de repente ela se deparasse com a ausência disto. Ela provavelmente rejeitaria qualquer outra promessa de eternidade  movida pela mágoa, se desconectaria da parte boa de ser amada. Mas, é sobre entender a impermanência da vida e compreender que antes do fim pode existir vários começos e meios felizes, alegres, saudáveis, acolhedores, bonitos.

Nós não precisamos utilizar as nossas relações do passado como uma porta corta fogo. Não é saudável para ninguém se afastar do que traz bem estar e sentido para a vida. Nós precisamos aprender a olhar para as nossas experiências para além do que não funcionou, para além do que causou dor, não para os últimos acontecimentos que promoveram o término mas para como nos sentimos em casa quando há carinho, respeito e amor mútuos.

Saber amar é saber que há momentos bons e que há aqueles que doem, e que a vida real é exatamente assim. O amor não surge para nos salvar das dores, ele surge pra mostrar que se conectar é da natureza humana e que podemos parar de lutar contra, pelo nosso próprio bem estar.

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