FORQUILHINHA Previsão do Tempo
Colunistas

O que era verde aqui já não existe mais…

vagner fonseca v2

A Legião Urbana cantava esse verso do título em uma de suas músicas que costumamos utilizar em sala de aula. “Fábrica” sempre tem um ponto a favor quando discutimos o mundo do trabalho ou a Revolução Industrial, porém gosto de seu vínculo direto com a sociologia urbana.

Quando trafego por Forquilhinha, Meleiro e Turvo, principalmente, esse verso me vem à mente ressoando em meus devaneios. O verde está indo embora? Não, estamos expulsando-o daqui!

Quando observo os inúmeros empreendimentos imobiliários na região – os famosos loteamentos – é aí que se percebe o quanto o verde tem sido expulso de nossas proximidades. Menos verde, mais animais silvestres atropelados pelas estradas, menos sombra, mais calor e por se vai a diferentes escalas de consequências. A meta é crescer, tão somente isso. Crescer mais e mais, cada vez mais. Aos nossos políticos parece que somente isso importa e o desenvolvimento fica de lado.

Dengo Produtos de Limpeza
Net Lider
Maderonchi
Contape
Credisol

Lembro-me de uma fala em uma rede social que me abalou certa vez. Uma personalidade da região (alguém bem conhecido) expunha seu pensamento sobre o loteamento Eldorado, no bairro Santa Líbera, sobre as constantes reclamações feitas pelos moradores à administração municipal em cada nova enxurrada que deixava o bairro intransitável. A referida pessoa então dizia que as pessoas deveriam primeiramente pesquisar a viabilidade do local onde adquiririam seus futuros lotes, ou seja, transferia a culpa dos problemas aos moradores que não tinham condições de comprar um lote melhor e por isso deveriam arcar com as consequências. Um pensamento ruim, diga-se de passagem, mas a quem cabem as licenças necessárias e todas as vistorias para a efetivação de um empreendimento imobiliário desse porte?

Eis aí um ponto convergente nesse devaneio. É tão comum vermos nos filmes aqueles bairros projetados com tanto verde em suas largas avenidas e me pergunto o porquê disso não acontecer por aqui. Nem precisamos refletir muito, basta pensarmos na ideia de crescimento, pois alguém com certeza lucra com tudo isso, mas e o bem estar das pessoas? Obviamente ao empresário é concedido o seu direito ao lucro, algo que aceitamos sem muito pestanejar. Todavia, cresce a cidade e crescem seus problemas concomitantemente, enquanto a resolução dos mesmos parece ficar para segundo plano (ou para quando as coisas vêm a tona…).

Por fim, tendemos a naturalizar as coisas, um lugar-comum no nosso modo de ser e assim aceitamos tal degradação, afinal, ao esticarmos os olhos vemos o horizonte verde azulado da serra geral, lá onde a natureza selvagem ainda nos garante um pouco de água pura. Visitei a barragem do rio São Bento há uma semana em entristece ver as pessoas lavando seus carros semanalmente sem um cuidado maior.

Estamos apagando o verde de nossa cidade e as autoridades maiores parecem pouco se importar. O ideal de progresso e crescimento cavalga a passos indecisos às vezes, mas não para seu ritmo. Por outro o lado o desenvolvimento humano carece de mais atenção e cambaleia na vala comum dos gastos supérfluos. Que mundo deixaremos para o filhos nossos? Que filhos deixaremos para esse mundo se não investirmos em educação, cultural lazer e esportes saudáveis?

Assim como inicia-se tal reflexão, deixo-a com outro verso: “Quem me dera acreditar, que não acontece nada…”


Dengo Produtos de Limpeza
Marka final pauta
Coopera Rodapé

Portal Forquilhinha Notícias. Acompanhe os fatos mais importantes de Forquilhinha em Santa Catarina assim que eles acontecem.

Copyright © 2016 Forquilhinha Notícias.

Topo