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Qual é o motivo da sua exigência?

Câmara de Vereadores

Psicóloga Jéssica Horácio – CRP 12/14394 – Psicoterapeuta Corporal e Tanatóloga

Você quer descansar mas não consegue. Não consegue porque acredita que não deve fazer isto. Não se autoriza relaxar e sentir o gosto de um almoço que ultrapassa vinte minutos por exemplo. Não se deixa ouvir a sua música favorita sem interrompê-la para ir pra um compromisso mesmo que essa música tenha apenas três minutos. Não se dá o direito de caminhar devagar e usufruir da paisagem, aliás você só olha para os seus pés que parecem não sair do lugar.

As suas frases mais comuns são:

Da Soler Selo
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Maderonchi
Contape
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  • “Não posso me dar o direito de…”
  • “Se eu não fizer vou me culpar”
  • “Deveria ter produzido mais”
  • “Descansar é coisa de quem não quer nada com a vida”…

E mesmo quando a vida traz trégua e calmaria, você não consegue entender os sinais e ainda assim se cobra por não estar em um movimento acelerado como o daquela vida que você idealiza.

A gente não se exige ao acaso, a gente se exige porque quer atingir algo. Isto não é um problema, na realidade é o que em alguns momentos nos proporciona atingir algumas metas, o problema começa a aparecer quando o desejo de conquistar se torna um padrão mental a ponto de tirar o nosso sono, nossa fome, nossa energia.

Você já perguntou para a sua imaginação sobre o que ela acredita que acontecerá se você descansar, relaxar, dormir?

Talvez ela te diga que tem medo de perder, e aí você poderá dizer à ela que ela já perde todos os dias, e que está tudo bem. Talvez ela diga que teme ser a pior, e aí você poderá lhe dizer que isso não é questão de escolha, é questão de ponto de vista. Talvez ela te diga que tem medo de ser esquecida, e aí você poderá lembrá-la que há formas menos dolorosas de se fazer presente.

A vida pode ser calma, pode ser prazerosa, pode oferecer um café quentinho no meio da tarde, um almoço tranquilo, uma ida ao cinema sem culpa.

Mas para que isso aconteça é necessário amadurecer alguns aspectos que convivem conosco e que às vezes nem nos damos conta:

  • Medo do abandono (oralidade);
  • Autoflagelação (masoquismo);
  • Onipotência (narcisismo/histeria).

Assim poderemos descobrir não só a nível racional, mas emocional, que não é necessário sentir dor para ter prazer, que a vida terá o significado que cada um quiser definir.

Saiba que não existe um roteiro pronto, somos sempre nós que escrevemos como queremos vive-la, então, assim como é possível torná-la cansativa, é possível também torná-la mais acolhedora.

Está tudo bem não precisar fazer tanto esforço. Está tudo bem em não viver somente para ser útil e produtivo conforme você acreditou até agora. Está tudo bem em se permitir ser feliz com mais liberdade e espontaneidade. Está tudo bem em viver devagar, respirando, com um passo de cada vez.

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