Colunistas

Pra que tanto barulho?

Psicóloga Jéssica Horácio – CRP 12/14394

Psicoterapeuta corporal e tanatóloga

Você realmente tem afinado os seus ouvidos para a escuta ou somente tem exercitado a sua capacidade de falar? Em um mundo acelerado e cercado de carências emocionais, quem consegue desenvolver empatia e a escuta certamente constrói uma relação harmônica tanto consigo quanto com os outros. É que às vezes nós não queremos ouvir o que a pessoa tem para nos dizer, não nos importamos com as vivências alheias, não queremos aprender, mas sim ensinar,  queremos nos preparar para dizer algo, para sermos ouvidos, para mostrar que a nossa experiência foi melhor. 

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Há grupos em que todos gritam mas ninguém ouve um ao outro. Há famílias que acreditam que dialogam mas na realidade elas falam e somente escutam as suas próprias vozes, construindo o famoso monólogo. Alguns ambientes de trabalho também seguem esse sistema do “eu”, onde o outro não tem espaço, o que é uma pena porque o outro também somos nós. A dificuldade que temos em compreender o outro é proporcional ao volume do nosso próprio narcisismo, quanto maior for o nosso desejo de sermos vistos e ouvidos, menor a nossa capacidade de ver e de escutar. Quanto maior o grito, maior o vazio que o abriga.

O nosso narciso quando não é educado, acaba orientando a nossa vida e consequentemente vivendo em torno  do próprio “umbigo”. Esse narciso é como uma criança que quer ser vista, amada, aceita, aprovada, autorizada, elogiada, o tempo todo. Se essa criança não aprende a lidar com a ausência desses elementos, permanecerá gritando por aí, construindo monólogos, basicamente se relacionando sozinha.

Então pense comigo, e se antes de buscarmos através do monólogo e do grito a confirmação de que nossa voz importa, que tal nós primeiramente aprendermos a reconhecer o que tem por trás do nosso desejo de sermos ouvidos e ouvidas? É que existe uma voz que vive dentro de nós, ela não requer verbalização, na verdade para ela ser ouvida é necessário fazer silêncio. Confuso? Pode ser para quem está acostumado ou acostumada a gritar por atenção, mas para quem já entendeu que a vida é mais sobre estarmos afinados à nós mesmos, essa tarefa é bastante natural.

É por isso que vou te deixar uma tarefa pra vida: separe um tempo para se escutar e para se conectar com os seus desejos e assim conseguir identificar se o seu narciso está constantemente ansiando por aplausos. Se você sentir dificuldade em entrar em contato consigo, procure esse momento dentro de um consultório psicológico. É lá que nós podemos nos ouvir e dar um sentido para os nossos gritos e pedidos por atenção, é lá também que aprendemos a diminuir o barulho externo e interno e a preencher este vazio que de tão profundo ecoa através da nossa própria voz.

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