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Pedalar é mais que uma ‘modinha’

É muito comum ouvir das pessoas em geral essa crítica voltada a algo que ganha maiores “ares de evidência” em alguns momentos. Nesse caso, já ouvi falas do tipo “ah, agora pedalar virou moda”. Nem vou entrar no mérito dessa discussão perdida, pois pedalamos desde criança. Quero me ater a essa atividade que é o ciclismo, atividade, como dito já, praticada desde pequenos por muitos de nós.

Obviamente, de uns tempos para cá, temos visto mais e mais pessoas pedalando por nossas estradas e conhecendo os belos caminhos de nossa região, inclusive ampliando seus horizontes para regiões vizinhas. As pessoas utilizam as bicicletas como meio de transporte, de locomoção, para o trabalho, para passeios curtos, para ir à escola e inúmeras outras situações. Mas pedalar também tornou-se uma atividade esportiva, como a caminhada, a corrida ou o futebol. Alguns de nós pedalam três ou mais vezes por semana, uns pedalam mais de 100 quilômetros por semana e outros mais de 1000 quilômetros por mês. Subimos e descemos serras, passamos por trilhas secas e molhadas, enfrentamos a noite e a madrugada. Dividimos nossas péssimas estradas com o trânsito pesado do horário de pico em vias onde sequer existe o acostamento. Pedalar exige muita atenção.

Somos todos ciclistas, alguns amadores, porque amamos pedalar longos trajetos, ou trajetos desconhecidos, ou sob a luz do luar, ou pular antes do sol nascer e ir com os amigos longe para depois tomar aquele café gostoso ou um refrescante caldo de cana! Ciclistas profissionais são competidores e não conheço nenhum, a não ser, claro, alguns amigos que participam de competições. Todos nós envolvidos nos dilemas das duas rodas em meio ao tráfego do dia a dia.

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Pedalar leva aqueles quilos a mais embora, te deixa com o corpo dolorido nos primeiros dias, mas você se acostuma e alguns se tornam viciados na bicicleta do mesmo modo que alguns se viciam em musculação!

Pedalar nos permite percebem outros tons e matizes que muitas vezes passam despercebidos em outras formas de passear. Alguns baixam a cabeça a fazem percursos rápidos, outros fazem mais fotos que quilômetros rodados. Cada um faz do seu jeito. Pedalamos sozinhos, pedalamos a dois ou em grupos, pedalamos em família e fazemos novos amigos pedalando.

Pedalar alivia o estresse diário, descarrega a pressão cotidiana e tira toda aquela carga de tensão que pesa sobre nós. Pedalar nos ensina limites e dá ao corpo aquele cansaço benfazejo necessário para relaxar depois.

Quando pedalo, sozinho ou em grupo, eu observo os encantos da paisagem por onde passo. Reflito sobre as coisas que povoam minha mente ou simplesmente a esvazio e me concentro em unicamente respirar e manter um ritmo, uma atenção. Contemplo os espaços ao meu redor, paro, suspiro, refresco a garganta. Gosto principalmente de subir morros e observar o horizonte distante. Uma miríade de pensamentos inunda minha mente por alguns segundos quando estou recuperando as forças para continuar a pedalada. Guardo-os dentro de mim e retorno para as áreas mais urbanizadas.

Pedalar exige, acima de tudo, atenção. Afinal não se pode apenas ficar divagando em meio a carros, caminhões e motos. Nós ciclistas, sejamos os mais entusiastas ou apenas aqueles que utilizam as bicicletas como seu meio de transporte, precisamos respeitar os veículos automotores do mesmo modo que precisamos ser respeitados.

E para os candidatos das próximas eleições, esperamos que olhem com atenção a falta de estrutura que nossas estradas possuem para os ciclistas de todos os tipos. Precisamos de mais ciclovias, de mais sinalização, de recuperação de trechos pavimentados que visem também acesso às bicicletas, afinal, pedalar não é simplesmente moda ou tendência. Fica a dica.

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