Colunistas

Pausa, fim ou recomeço?

Psicóloga Jéssica Horácio – CRP 12/14394

Psicoterapeuta corporal e tanatóloga

No decorrer da nossa vida acumulamos dores, amores, conquistas, perdas… São experiências que farão parte do livro da nossa vida. E é a junção de todas essas experiências que torna quem somos. É por isso que tenho o hábito de perguntar a cada paciente no início de cada processo terapêutico, o que ele acredita que eu preciso saber sobre a vida dele. É uma maneira de conhecer quem está sentado à minha frente, mas não somente pelo o que ele conta, mas pela forma com que conta.

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Há quem omite as partes alegres, ou as conquistas, e mostra somente as perdas e frustrações. Há quem faça o oposto: esconde as dores e enaltece somente as conquistas, ou seja, da mesma forma com que não se dá o direito de reconhecer os sofrimentos ao longo da sua construção, também não dá ao outro o direito de saber que ali existe um ser humano que também sofre. Resultado da forma com que fomos ensinados a nos ver, e sobre os ganhos que adquirimos agindo desse ou daquele jeito no decorrer da nossa construção.

Existem histórias que se não forem elaboradas e ressignificadas emocionalmente, ficarão latejando na nossa mente e no nosso corpo, é como aquele machucado no corpo que está inflamado, porém este machucado do qual falo é emocional. E por mais que desejemos virar a página para construir um outro capítulo da nossa história, aquela outra história do passado aparecerá na nossa “escrita”. Construir uma nova história para fugir da dor daquela do passado não é uma boa alternativa para a nossa saúde mental, a verdade é que só conseguimos construir uma nova história quando desejamos fazer isso por desejo e identificação autênticas e não por fuga.

Estamos vivendo um momento delicado a nível global, e as incertezas começam aparecer na construção da nossa história: muitos já não sabem como as finanças ficarão, nem se os estudos se concluirão neste ano ainda, viagens, casamentos, férias, trabalho, ter o mínimo necessário… Não que antes desta pandemia se tinha controle total sobre o futuro, mas alguns tinham um planejamento sobre a construção do ano. E bem, algumas pessoas que precisam deste planejamento para se sentirem seguras, precisarão replanejar a própria história para os próximos meses. Para outros, este período de incertezas favorece a flexibilização de metas e autocobranças, é como se eles se permitissem não pensar no amanhã porque existe uma boa justificativa para isso: o amanhã depende de muitos fatores.

Alguns estão colocando uma pausa nos planejamentos que construíram, outros estão colocando um ponto final, a verdade é que o futuro começou se mostrar com mais incertezas, mais distante, e o hoje inevitavelmente começou nos pedir espaço e atenção.

Não sabemos como contaremos essa história, afinal, o futuro neste momento é como uma vaga ideia, mas podemos dentro das nossas condições e possibilidades, escolher como queremos e conseguimos viver a pausa, o fim, ou o recomeço, hoje.

E agora, o que você acredita que precisa saber sobre a sua vida?


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