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Não objetivamente

vagner fonseca v2

Não procuro explicar nada com minha poesia

Com meus ritmos, desritmos, falsa harmonia

Ou insípida filosofia

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Um poeta que explica, nada enuncia

Nada pronuncia

Nada denuncia

Nada, na verdade, evidencia

O poeta precisa, tão unicamente

Complicar o dia

Enrolar os sentidos

Desmitificar

Desmistificar

Construir novos e intrépidos

Mitos

De ousadia

Senão, de que adiantaria

Criar a poesia

Para encher de respostas

Quem sequer sabe o que duvida

A poesia é assim

Desmedida

Descabida

Estonteantemente iludida

Mas sem ela, o que seria da vida?

Um canto sem som?

Uma cor sem semitons?

Uma música sem melodia?

Uma poesia que a tudo explica

Nada diz, nem encanta

Não é ciência, não é magia

São letras em branco num papel amassado

Um xingamento sem asas num muro qualquer

Um palavrão arrependido

Quando uma risada bem sorrida

Poderia acabar com uma guerra

E, em vez do ódio

Trazer-nos alegria.


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