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Não consigo me controlar! – Sobre a dificuldade de administrar as compulsões

Psicóloga Jéssica Horácio – CRP 12/14394 – Psicoterapeuta Corporal

“Estou sem limites com o cartão de crédito”, “não consigo parar de comer”, “estou colecionando relacionamentos”… Estas falas surgem no consultório psicológico e trazem consigo o sentimento de culpa. É muito simplista pensar que o indivíduo precisa somente de uma reeducação financeira ou alimentar e ou de novos princípios para se relacionar. Até porque poderemos oferecer tudo isto para ele e esta dificuldade se manter só que transferida para outra área da vida. Talvez você até já tenha tentado se reeducar mas se sentiu impotente com a quantidade de regras que esta reeducação exigia e com isso, teve dificuldade em se manter no seu projeto. Então, será que o problema não está no uso do cartão de crédito, na alimentação e nos relacionamentos? Não, o grande conflito está no inconsciente, ou seja, nos processos psicológicos por trás destes elementos ou sintomas compulsivos.

Indivíduos que possuem um censo de rigidez (superego castrador), se cobram a seguir padrões extremamente metódicos e restritivos. É diante da tensão de agir sempre neste movimento que elas buscam “válvulas de escape”. Desta forma encontram nas compras, comidas e relacionamentos o prazer que não tem no seu dia a dia devido a alta sobrecarga psíquica que desenvolvem consigo. Então a busca é pelo alívio de uma tensão e não por uma inconsequência, até porque se fosse certamente estes indivíduos não chegariam no consultório apresentando grande sentimento de culpa.

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Alguns traços de carácter buscam nas compulsões uma forma de apaziguar a insegurança que sentem são os chamados traços de personalidade orais, outros já buscam nelas uma certeza de que são sedutores e conquistadores que é o caso das personalidades histéricas e ou fálica narcisistas. Mas, é o indivíduo com traço de carácteres masoquista e ou obsessivo compulsivo que tentará com a compulsão além de aliviar a tensão da inadequação interna que sentem, um jeito de se autoboicotarem e fortalecerem a ideia de que são vítimas da vida. Fazem isso por maldade? Jamais. Fazem isso porque realmente acreditam que a vida está contra eles, se sentem culpados por isso, e como é dolorido entrar em contato com esta culpa, se vitimizam. Esta foi a forma com que o ego encontrou para administrar o próprio sofrimento, foi o melhor que o inconsciente conseguiu fazer.

O masoquista controla tanto a expressão da raiva que sente devido ao medo de uma punição que acaba tendo que descarregar esta energia acumulada em algo externo. Já o obsessivo compulsivo tem medo de não ter controle sobre a raiva que sente e acabar prejudicando alguém, então também precisa externalizar esta tensão em situações externas.

Por que eles se sentem assim? Porque aprenderam lá na infância em meio da fase de desenvolvimento chamada anal (que é quando a criança está aprendendo a ir ao banheiro, vivendo o desfralde) que tudo o que faziam era sujo ou feio. Isto ocorre geralmente em famílias onde os componentes dela investem muito na limpeza e organização das coisas, não permitem que “nada fique fora do lugar”, optam pela ordem do que pela diversão por exemplo.

Então, se você se percebe vivendo algumas compulsões, antes de buscar ferramentas externas para lhe auxiliar neste processo de ordem, busque se conhecer. É desta forma que então você poderá identificar quais ferramentas mais combinam com você. Afinal, se cobrar você já se cobra, não precisa de ninguém mais fazendo isto. Você precisa de acolhimento para se aceitar, compreender a origem das suas compulsões e reestruturar o que há por de trás delas. Procure um psicólogo.

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