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Medo do fim

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Psicóloga Jéssica Horácio – CRP 12/14394 – Psicoterapeuta Corporal

“A bateria do celular vai acabar, preciso parar de usá-lo.”

“E se o dinheiro acabar? Preciso poupar.”

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“Mas essa comida vai ser pouca, nem vou comer.”

Você se identifica com estas frases ou conhece alguém que tem o hábito de não viver o hoje? Para muitas pessoas reconhecer o fim independente do que, é extremamente doloroso, tanto que passam grande parte da vida negando a finitude de ciclos. É pelo medo de perder, acabar, recomeçar, que buscam poupar, economizar, deixar de fazer algo, para evitar este contato com o ponto final.

Contudo, sem se darem conta, acabam perdendo o contato com a vida pois barram as experimentações que o uso de algo pode trazer. A ansiedade costuma ser uma companheira de pessoas que possuem este padrão de funcionamento, parece que precisam ficar sempre alertas para não perderem nada. Nas relações costumam fazer testes para se certificar de que a pessoa com quem estão se relacionando ainda está presente e interessada pela relação.

Quando alguém diz, pensa e sente essas frases, inconscientemente está dizendo que tem medo de viver porque em algum momento irá morrer. É então que entram num processo de evitação do fim. Isso pode se tornar tão crônico que poderá perpetuar em todas as áreas da vida da pessoa: poupa dinheiro, evita entrar em relacionamentos, diz “não” para as oportunidades que surgem, não se permitem usufruir de algo que gostam por medo de acabar e terem que lidar com a perda.

“É tão bom, pena que acaba” – dizem. Mas será que não é justamente por isso que é tão bom? É através da possibilidade do fim que as situações ganham uma dimensão importante, podem ser valorizadas, almejadas, esperadas.

Essa ânsia de perpetuar prazer para não fazer contato com a dor da perda – frustração, só afasta o indivíduo daquilo que faz a vida ter sentido que é o movimento do ciclo vital: início, meio e fim.

É importante cuidar e ser responsável pelo o que se tem, mas isso não precisa ter a ver com se privar ou evitar. Ao invés de tentar evitar a perda, pode ser mais interessante aprender a se satisfazer com a vida apesar dos seus altos e baixos – ganhos e perdas, e consequentemente lidar com aquilo que não foi feito pra ser eterno.

Então se aproprie dos ciclos, e reveja se você está se permitindo viver cada etapa que os envolve. A vida é início, meio e fim e cada fase depende uma da outra para que o movimento aconteça. Não boicote seu ciclo. Aceite a vida. Não permita que a dor da perda te impeça de construir novos começos.

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