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Frei Marcos Huk: Minha morada é o céu

Feliz dia da glória de Maria, mãe de Jesus e nossa. Porque a glória da mãe de Jesus será a nossa glória, também. A liturgia na sua sabedoria, vinda do Espírito Santo, está sempre nos mantendo firmes na grande verdade cristã, a saber: a ressurreição do Filho de Deus. Esta é prometida a nós também que somos seus filhos/as e nos alimentamos com o pão descido do céu – carne de Jesus.

Para que nossa fé não arrefece, no primeiro semestre temos a celebração da páscoa (paixão, morte e ressurreição de Jesus e sua ascenção ao céu); no segundo semestre, temos a glória de Nossa Senhora, em outras palavras, a ressurreição da mãe de Jesus e sua assunção. Jesus vai ao céu e Maria é levada ao céu. Por estes dois motivos somos chamados a reforçar essa verdade em nosso coração: minha morada é o céu, é lá que eu quero morar (Música: Dunga).

Na primeira leitura, do Livro do Apocalipse, dentre tantos sinais descritos neste livro, foram-nos narrados dois: estes vistos primeiramente à Igreja, mas também vistos paralelamente à Maria, mãe de Jesus. Primeiro sinal, uma mulher vestida de sol (a cheia de graça), com uma coroa de doze estrelas (cultura de maria é construída sobre as doze tribos de Israel), com a lua debaixo dos pés (Maira não tem luz própria, sua glória é graça de Deus, assim como a lua não tem luz própria, reflete a luz do sol).

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Segundo sinal, a mulher, ao dar a luz, foge para o deserto porque o dragão a persegue (Maria é a mulher das dores: profecia de Simeão, fuga para o Egito, busca de Jesus em Jerusalém, encontra Jesus carregando a cruz, está ao pé da Cruz de seu filho, recebe Jesus morto em seus braços e deposita Jesus no santo sepulcro – está sempre escapando do dragão).

O livro do Apocalipse, ao contar a história da Igreja, e nesta podemos ler a história de Maria, mãe de Jesus, convida-nos para que nesta história leiamos a nossa também. Em outas palavras, ser fiel a Jesus é viver assim como Ele viveu, como sua mãe viveu e como a Igreja vive. Entre alegria e tristezas, como filhos e filhas de Deus, procuramos permanecer firmes em Cristo Jesus, sustentados por uma única verdade: Jesus ressuscitou e ascendeu ao céu. Nele, assim como aconteceu com a Virgem Maria, também ressuscitaremos e seremos ascendidos aos céus. Minha, tua, nossa morada é o céu é lá que queremos morar.

A segunda leitura, de São Paulo aos Coríntios, entendemos como tudo vai acontecer, isto é, Paulo diz que como por meio de um homem (Adão) veio a morte também por meio de um homem (Cristo) veio a vitória sobre a morte. Jesus é a primícia da vida eterna, depois seguirão todos aqueles que a Ele pertencem. Segundo uma ordem. Nessa fileira, Maria, a mãe de Jesus, foi a segunda.

Depois todos aqueles que a Ele pertencem (você, eu, todos – sua ascendência e sua descendência). A humanidade, junto de Jesus, espera até que o último homem/mulher morra; quando isso acontecer, Jesus mostrará seu poder nos ressuscitando dos mortos, mostrando seu poder e derrotando a morte (seu último inimigo). E nos apresentará ao Criador – Deus Pai –  introduzindo-nos na glória do seu Reino. Amém.

No evangelho, São Lucas, temos dois dados importantes, entre tantos. Primeiro: Isabel, parenta de Maria, cheia do Espírito Santo, proclama bem-aventurada Maria, a mãe de Jesus. Seja você cheio do Espírito Santo e bendiga as coisas que estão à sua frente – o diabo nos faz olhar tudo de modo negativo, mas o Espirito Santo nos faz ver as coisas com os olhos de Deus.

Seja você cheio do Espírito Santo, você é escolhido para viver na glória de Deus; procure ver as coisas com os olhos de Deus. Segundo: Maria, a mãe de Jesus, proclama: a minha alma se alegra em Deus, meu Salvador… Seja você como a Virgem Maria, louve a Deus diante de todas as circunstâncias. Não fique choramingando e reclamando da vida; Deus é seu autor. Portanto, confie e vá a frente; segura na mão de Deus e levante os olhos. A virgem Maria tinha muitas razões para ficar aflita e cheia de fobias. Mas ela logo, após o anúncio do Anjo, foi ao encontro de Isabel que estava precisando de ajuda.

Para terminar, a liturgia, ao celebrar Nossa Senhora da Glória, lembra que nós também somos filhos da Glória. Portanto, vamos em frente, sem desanimar. Sempre, nutridos pela verdade da ressurreição, em Jesus, proclamemos em nossas vidas: eu, você, todos nós, somos filhos do céu e lá que queremos morar. Deus lhe abençoe durante esta semana que estamos iniciando e proteja sua família com seu poder. Tudo de bom. Amém.

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