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Fanatismo

O dedo vai a frente
Dedo em riste, empunhando
A escrotice da cretinice
De não ter respeito
Pela dor alheia
Pela pessoa do outro lado
O dedo, em riste, vai a frente
Na outra mão, punho fechado
A saliva escorre pela boca
Pior que bicho doente
Há raiva, somente ela
Vociferada a esmo
O palhaço grita
O rebanho aplaude
O espetáculo se concretiza
Viva a mídia!
Viva a verdade imposta,
Na falsa notícia
Irresponsavelmente difundida
Não há glória nas palavras distorcidas
Por quem encara a realidade
Como se fossem únicas verdades
Aquelas que lhes convém
Na caixa de Pandora,
Esperança ainda havia
As novas caixas de Pandora
Hoje são frutos de tecnologia
Em cada mão espalham
Novas mentiras
Armam o picadeiro
Onde o mestre ceifeiro
Rumina sua verborragia
E o dedo continua a frente…
Em riste empunha gritaria
Não fala, oblitera
Não pensa, apenas repete
Não reflete, nem mais sente
Empatia
O dedo aponta o erro
Mas se engana, porque não é o outro
É só um espelho
Refletindo toda a sujeira
Da própria mesquinharia
É maldade incorporada
Iluminada por falso moralismo
É maldade que aponta para si próprio
No reflexo sujo do próprio dedo
E, no centro do picadeiro
Esperando o público vomitar
O palhaço saliva
Não há salvação
Só desprezo e o medo
De que quando o palhaço, em seu último ato
Atiçar mais gasolina
Todo o circo explodirá
E não sobrará nenhum espelho
Nenhum dedo
Somente restos chamuscados
Daquela gente ruim
Que a outros maltratava e ainda se ria

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