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Cidadão? Que cidadão, cara pálida?!

Aprendemos com a história que o conceito de cidadania desenvolveu-se na Atenas antiga há vinte e cinco séculos, aproximadamente. Naquela época, embora inovador, o ideal de cidadão abarcava um percentual pequeno da população. Basicamente homens adultos, livres e atenienses. Escravos, pobres em geral, estrangeiros e mulheres sequer tinham espaço para decidir os rumos da cidade. Ser cidadão é isso, participar das decisões que indicam os caminhos políticos da vida em cidade. Aliás, a própria palavra política traz consigo a noção da vida na cidade.

Bem, hoje o conceito de cidadania é muito mais abrangente, graças às sociedades que lutaram durante tanto tempo para que pudéssemos hoje ter acesso a uma vida mais democrática. Ser cidadão é mais que uma garantia por lei, é a garantia de que, seja quem for, nossos direitos estarão garantidos. Em uma fila de banco você está sujeito a uma senha e a senha é só um número, independente do seu saldo bancário. Na fila do supermercado isso não muda e muito menos muda hora de você votar.

Para ser um médico te exigem estudo e diploma. Para ser advogado, engenheiro ou professor a ideia é a mesma: estudo e certificação. Porém, nada disso faz de você alguém melhor ou pior que outra pessoa. Além disso, a lei é válida independente do seu diploma, ou pelo menos deveria ser, visto que no Brasil ainda sobrevive uma ideia antidemocrática de “foro privilegiado”. Claro, alguns podem defender que isso está racionalmente escrito nas leis, vá lá.  Todavia, no Brasil vigora algo maior e mais antigo que isso, uma mácula na formação nacional encravada na nossa essência como um espinho que se recusa a sair do nosso corpo.

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Você sabe com quem está falando?” é uma daquelas falas em que a pessoa se apodera totalmente de uma superioridade que jamais se justifica. Ninguém deveria estar acima das leis, muito menos utilizar seus “títulos” para alguma situação justificar uma suposta posição acima de alguém. Nos tempos de Brasil colônia ou Brasil império um título fazia “sentido” – naquela época.

Mas, em pleno século XXI alguém ainda achar que um “título” faz uma pessoa melhor que outra, é mais que retrocesso. Isso só demonstra o quanto ainda temos que crescer enquanto nação. Infelizmente nada nos faz crer que veremos cada vez menos casos como o veiculado pelas redes sociais nessa semana. O “cidadão não, engenheiro formado” pode até virar meme, como tudo o que fazemos por aqui. Mesmo assim desvela um sentimento muito básico de um povo mesquinho: o de sempre querer estar acima dos outros.

Casos parecidos assim, quando o cidadão defende a democracia de outros países mas deseja para o nosso uma ditadura. Há outros exemplos parecidos – e preocupantes – nesse sentido. Assuntos para outro momento. Por hora fico nos devaneios do quanto valem os títulos que carrego e a responsabilidade emoldurada em cada um. Ser cidadão e humano ainda é o maior dos diplomas, cuja certificação precisa ser constante em nossa caminhada…

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