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Até onde podemos crescer?

É a pergunta mais sensata que qualquer pessoa com um diploma em mãos deveria se fazer. E nada para se espantar aqui, porque pessoas com ou sem muitos estudos não se questionam sobre isso. Melhor ainda: já deveríamos estar respondendo tal questão, na prática mesmo.

Aprendi que a economia trata de gerir recursos finitos para desejos infinitos. Aprendi também que uma pequena parcela da população pode, literalmente, comprar aquilo que os olhos veem, enquanto uma imensa maioria sequer pode desejar. Às vezes me pergunto se é o querer que move o mundo, porque, se for realmente, a mola propulsora desse querer precisa ser repensada. Com urgência.

Lembro de um clássico da ficção científica de Arthur C. Clarke, “O fim da infância”. Na obra alienígenas chegam na Terra e “fazem” a humanidade evoluir: todas as guerras, disputas econômicas, toda desigualdade social deixa de existir. Aos pobres, às nações pobres, uma benção, pois não mais sofreriam as agruras de um mundo cruel. Aos ricos, às nações ricas, uma certa “decepção”, pois daquele momento em diante não haveria ninguém melhor, mais rico ou superior aos outros. Quase uma “utopia socialista”, mas não vejo essa comparação. Percebo, por outro lado, uma crítica do autor aos desejos infinitos da humanidade, a arrogância e ambição desenfreada, a necessidade de sempre sentir-se mais que alguém, como se a medida de alguém se desse exclusivamente por suas posses e “qualidades” naturais.

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Trago esse pequeno vislumbre da obra para refletir sobre nossa situação. Produzimos alimentos para serem jogados fora ao passo que permitimos a fome matando crianças e idosos. Produzimos tecnologia suficiente para nos levar ao espaço e, concomitante a isso, nossos bens duráveis duram cada vez duram menos. Criamos e desenvolvemos novas formas de estimular o consumo diariamente e não refletimos sobre esse consumismo e suas causas e consequências imediatas, do meio ambiente às nossas próprias mentes ansiosas.

Frear o crescimento? Será possível? Será vantajoso? Para quem? Ou será melhor desenvolver alguma forma para se evitar tanta desigualdade? Há muito que se pensar ainda sobre isso e muito já foi dito também. De estudos científicos sérios às famosas teorias de conspiração. Todavia, a questão título ainda continua de pé e crescendo em nossa frente: até onde poderemos crescer? Para alguns, coisa que já ouvi, vamos crescer até destruirmos tudo por aqui e será nosso fim. De ateus a religiosos, tenho ouvido isso. Muitos não se importam mesmo. Só o que interessa é o fim e o que vem ou não depois que tudo por aqui terminar. Esse senso de imediatismo vai nos matar a todos antes do próprio fim. Quem viver, verá. Alguns fingirão, ah, disso podemos ter certeza.

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