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Amor próprio: como construí-lo?

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Nós investimos tanto tempo em nos descobrirmos uma boa companhia para o outro, né? “O que será que elx gosta?”, “Tenho que aprender a fazer isso porque elx admira quem saber fazer…”, “Vou colocar aquela roupa para agradar elx…” Mas será que dedicamos tempo e esforço em conhecer quem somos, será que paramos para admirar a nossa própria companhia e nos agradar?

Então, você já se perguntou o quanto pode ser prazeroso estar ao lado de alguém como você? Ou será que você somente acessa o seu “melhor” quando está na companhia de alguém? Aqueles assuntos que você gosta de falar, os filmes que te tocam e te fazem escrever a respeito, as musicas que você ouve e canta enquanto cozinha e bebe aquela sua bebida favorita, tudo isso está sendo acessado quando o olhar do outro está ausente?

É muito comum usarmos nossas melhores ferramentas para conquistarmos quem queremos ter por perto, e esquecermos de tirá-las do armário para usarmos quando a solidão se manifesta… É aí então que surgem falas do tipo: “Eu não sei ficar sozinhx”, “Preciso sempre estar acompanhadx”, “Meu maior medo é nunca encontrar alguém para viver comigo”. Ás vezes o indivíduo busca que o outro o ame, que se interesse por ele, o respeite e lhe ofereça tudo aquilo que é positivo para a sua saúde emocional, e este mesmo indivíduo garante para si que quando encontrar este alguém, começará a cuidar de si porque terá uma motivação que corresponderá à manutenção da relação.

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Porém o sofrimento antes desta “conquista” se torna intenso e gera algumas consequências sérias a nível de saúde emocional como o desenvolvimento de carência excessiva, baixa auto estima e mais severamente, o surgimento de um quadro depressivo. Tudo está vinculado a dificuldade de elaborar a dor da solidão.

A solidão somente é dolorosa porque há ausência de afeto por si, caso este afeto existisse, a solidão seria como aqueles momentos em que se está na companhia de alguém agradável, traria a sensação de que “o mundo” poderia parar naquele instante, de que tudo estaria em “ordem”, que não haveria momento melhor para se viver.

A falta de amor próprio está vinculada à dificuldade de aceitar os próprios sentimentos, quando há uma negação sobre eles por algum motivo, o indivíduo passa a valorizar somente aquilo que vem do outro e começa a se distanciar dos prazeres que pode conquistar sozinho ou não. A curto prazo isso reflete em algumas vontades que são negligenciadas, mas a longo prazo essa falta de contato consigo resulta num desamor por si e a tudo aquilo que se refere a si. Compreender as implicações deste comportamento já fornece por si só condições de modificá-lo e de transformar a forma de lidar consigo.

Mas, muito se fala sobre a importância de se amar, de construir o famoso amor próprio, porém é sabido que não há a mesma dedicação no ensino desta arte pessoal. Amor próprio corresponde ao ato de nutrir tudo aquilo que positivamente contribui para o bem estar pessoal, e isto implica consequentemente em se proteger e se poupar das relações e vínculos que ameaçam o respeito para consigo. Se amar significa aceitar as próprias limitações e valorizar as potencialidades e isto somente será possível através do autoconhecimento.

Para isso é válido identificar quem você gosta de ser quando está com alguém que percebe merecer o seu melhor, aquela pessoa que te faz bem, que merece sua empatia e respeito. A partir disso, é importante acessar essa melhor versão para estar consigo, desde que ela seja verdadeira e saudável. Se descobrir também faz parte do processo de amor próprio, e isso se refere a fazer programas que se tem vontade contudo ficam negligenciados pela crença de que sozinhx será “sem graça”. Visualizar o amor por si como uma casa ou um cômodo dela onde você terá que frequentar o resto da sua vida também pode auxiliar nesta busca por “mobílias” que combinam com o seu jeito, com seus valores e princípios.

Então, comece ajeitando o seu quarto ou a sua casa, tirando aquilo que não combina com ela mas que você aceitou porque no momento não tinha nenhuma outra decoração. Retire o que não combina com você e coloque tudo aquilo que possui o seu jeitinho e que representam o seu verdadeiro eu. Sendo assim, tenha uma boa organização.

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