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Amor pela pessoa ou pelo o que viveu com ela?

Psicóloga Jéssica Horácio – CRP 12/14394 – Psicoterapeuta Corporal

Você já parou para pensar que talvez você não ame mais aquela pessoa, só ame as memórias que viveu com ela?

Ter ou não a presença de alguém não é determinante para o surgimento do saudosismo ou da nostalgia, das lembranças… Ás vezes basta ver um casal rindo de mãos dadas na rua para que as imagens do que já foi vivido comecem a povoar a mente e tomem conta dos sentimentos presentes. É então que o passado se faz presente a ponto de ser transformado em uma possibilidade futura. O “era” é confundido com o “será”, o “foi” com o “virá a ser”… E com isso o presente se oculta no meio das expectativas de um futuro tão positivo quanto fora num passado distante ou não.

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Construir uma relação em cima de idealizações do que já existiu neste mesmo relacionamento somente reforça a dificuldade de lidar com as insatisfações do momento presente. Nenhuma experiência pode ser revivida exatamente como foi pois há diversas alterações que interferem na experimentação ela: o ser humano muda constantemente, logo, não terá as mesmas sensações nem percepções acerca daquilo que já viveu.

A negação do que está faltando no aqui e no agora acaba trazendo à tona ideais de felicidade que já foram vivenciados, isso não significa que não é possível mas ser feliz mas sim que para que isto aconteça é necessário que novas experiências sejam vividas afim de darem continuidade na construção da sua história de vida.

Por isso é tão importante refletir sobre o presente pois ele é o único tempo que pode fornecer condições para que algo seja mudado, transformado ou adaptado. Então, questione onde está o amor que você sente, em qual tempo está a sua felicidade e identificação, e se por acaso ela se encontrar no passado, verifique o que você está fazendo então com a insatisfação que sente hoje.

É quando os sintomas de um presente insatisfatório surgem que então a atenção é voltada para ele. Sintomas como irritabilidade, apatia, compulsões, excessos, estão vinculados as insatisfações do momento presente, e dependendo da estrutura de personalidade podem vir acompanhados de culpa, auto cobrança, arrependimentos, saudosismo e fuga da realidade. É por isso também que algumas pessoas tem dificuldade de partirem para novas relações: a crença limitada de que a felicidade esteve no passado faz com que permaneçam fixadas naquelas experiências e percam o foco naquilo que realmente pode torná-las felizes: a ação no presente.

Registrar lembranças faz parte de cada processamento mental e isto independe do nosso controle, então independentemente de qualquer ação, nosso cérebro por si só já registrará aquilo que fora significativo em nossas vidas tanto positiva quanto negativamente. Cabe ao nosso controle humano escolher com qual sentimento relembraremos tais memórias bem como agiremos ao acessá-las.

Sua infância pode ter sido muito divertida contudo, não é possível trazê-la para o aqui e agora, ainda assim é completamente possível encontrar diversão no momento presente, talvez não com as mesmas ferramentas e pessoas utilizadas no passado, talvez não com as mesmas percepções e sensações, mas certamente com o mesmo desejo de se divertir.

Seu namoro ou casamento pode ter tido momentos caóticos e outros felizes, relembrá-los dentro da realidade permite que aja discernimento entre o que é gostar do parceiro ou parceira com que se vivenciou tais episódios e o que é gostar apenas das lembranças que foram vividas com esta pessoa e que contribuíram para quem você é hoje.

Saber identificar isto possibilita que as escolhas no presente sejam assertivas e pontuais, sem idealizações e saudosismo para confundir o que se sente realmente.


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