Município se destaca no mês, enquanto região acumula alta de vagas em ritmo menor no início de 2026.
Forquilhinha foi o município com melhor desempenho na geração de empregos formais em fevereiro no Sul de Santa Catarina, em um cenário de crescimento mais moderado no mercado de trabalho regional. O dado faz parte do levantamento do Novo Caged, compilado no Boletim do Emprego Formal da Associação Empresarial de Criciúma (Acic).
Mesmo com o destaque local, a mesorregião Sul acumula 3.481 novas vagas no primeiro bimestre de 2026, número bem abaixo das 7.664 registradas no mesmo período do ano passado. O resultado configura um dos menores desempenhos para o período desde 2020, indicando desaceleração na geração de empregos, ainda que com saldo positivo.
O avanço mais tímido já vinha sendo observado no segundo semestre de 2025, apontando para um cenário de continuidade no crescimento, porém com menor intensidade. Em fevereiro, especificamente, o Sul do Estado registrou saldo de 2.167 vagas, contribuindo para o resultado acumulado.
Na análise por municípios, além do desempenho de Forquilhinha no mês, Urussanga lidera a geração de empregos no acumulado de 2026. Outro destaque proporcional é Balneário Rincão, evidenciando o avanço de cidades de menor porte no cenário regional.
Dificuldades
Por outro lado, alguns municípios apresentam dificuldades. Siderópolis mantém saldo negativo tanto em fevereiro quanto no acumulado do bimestre, enquanto Lauro Müller, mesmo com resultado positivo no mês, ainda fecha o período no vermelho.
A análise setorial aponta que a geração de empregos segue concentrada em áreas específicas. A administração pública lidera o saldo positivo na região, enquanto a indústria — com destaque para a fabricação de produtos plásticos — impulsiona os números na Região Carbonífera. Em Criciúma, os setores de saúde e construção civil se destacam.
Em contrapartida, segmentos ligados ao consumo continuam pressionando o desempenho geral. O comércio apresenta saldo negativo na maior parte dos recortes, além de retração em atividades de alimentação e, em alguns casos, na agropecuária.
Para especialistas, o cenário exige atenção. Segundo o economista Leonardo Alonso Rodrigues, o desempenho positivo no início do ano ainda depende da manutenção do dinamismo dos setores que sustentam o emprego. Já o economista Alison Fiuza reforça a necessidade de acompanhamento contínuo e estratégias para garantir um crescimento mais equilibrado ao longo de 2026.
Redação – Deize Felisberto









