Projeto de R$ 27 milhões avançou após reunião com Porto de Imbituba e Ferrovia Tereza Cristina e já tem próximos passos definidos.
A primeira etapa do projeto do Porto Seco de Forquilhinha deve ser licitada no mês de março. A previsão foi confirmada após uma reunião realizada na última semana de janeiro, na prefeitura municipal, que reuniu representantes do Porto de Imbituba, da Ferrovia Tereza Cristina e equipes do governo municipal diretamente envolvidas no empreendimento.
O encontro foi considerado estratégico e marcou avanços no planejamento técnico e operacional do projeto, além da definição das próximas etapas para a implantação da estrutura logística, que já começa a sair do papel. O investimento previsto para essa fase inicial é de R$ 27 milhões, valor suficiente para viabilizar o início do funcionamento do Porto Seco.
Após o início das obras, será aberto o processo de concessão para definir a empresa responsável pela administração do empreendimento. O projeto prevê a utilização de uma área de 150 mil metros quadrados, já adquirida pelo município de Forquilhinha.
Além da área destinada ao Porto Seco, o planejamento inclui melhorias estruturais no Porto de Imbituba, implantação de novas linhas férreas e ampliação da frota de vagões, ações voltadas ao fortalecimento da logística de transporte e ao escoamento da produção regional.
Com a conclusão do Anel Viário Sul e a consolidação do novo eixo logístico formado em conjunto com a Serra da Rocinha, Forquilhinha passa a ocupar uma posição estratégica para organizar e acelerar o fluxo de cargas que deve atravessar a região, estruturando um novo corredor logístico.

Impacto regional
Segundo o prefeito de Forquilhinha, José Cláudio Gonçalves, o Neguinho, a expectativa é que o projeto tenha impacto regional ampliado. “A expectativa é que o Porto Seco represente um marco no desenvolvimento econômico de todo o Sul do país, com impacto ainda mais expressivo no Sul catarinense e na Serra Gaúcha”, afirmou.
O prefeito destacou ainda o clima positivo em torno do avanço do projeto. “O sentimento entre os participantes da reunião é de otimismo diante do avanço do projeto e do potencial transformador que ele trará para a região, especialmente neste novo cenário logístico que se desenha”, completou.
Paralelamente ao Porto Seco, o município executa outra obra considerada essencial para a viabilidade do empreendimento: o Anel Viário Sul. A obra avança em ritmo acelerado e foi planejada de forma antecipada pela gestão municipal justamente por ser uma intervenção complexa e estratégica para o sucesso do projeto logístico.
Com a conclusão prevista para ocorrer em sincronia com a implantação do Porto Seco, o Anel Viário Sul deve consolidar um novo eixo de circulação e escoamento de cargas, ampliando a fluidez do tráfego pesado, reduzindo interferências urbanas e criando um facilitador adicional para a organização do fluxo logístico regional.
Redação – Cristian De Bona












