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Menos mortes violentas na Região Carbonífera

Câmara de Vereadores

Pelo terceiro ano seguido, número de óbitos registrados pelo IML vem caindo nos municípios da AMREC.

De forma geral, se comparando os últimos três anos, o Instituto Médico Legal (IML) de Criciúma vem registrando queda no número de mortes na Região Carbonífera: foram 217 óbitos em 2018, contra 227 em 2017 e 278 em 2016. A redução segue a realidade já registrada, também, pelos demais órgãos de segurança pública, com a diminuição dos índices de criminalidade.

Além disso, as ocorrências diminuíram no que diz respeito aos homicídios, por exemplo, que passaram de 60 em 2016 e 40 em 2017, para 36 casos em 2018. As mortes em acidentes de trânsito também caíram, de 87 em 2016 e 84 em 2017, para 60 óbitos em 2018.

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No que diz respeito à redução nas vítimas do trânsito, o perito do IML e agente de polícia, Almir Fernandes de Souza, atribui a queda à fiscalização realizada pelos agentes de trânsito – em vias municipais, estaduais e federais -, ao peso do valor das multas e ao trabalho preventivo e educativo que é realizado durante todo o ano. “Em Criciúma, por exemplo, temos o Programa Educando Para o Trânsito voltado para alunos do ensino médio e empresas”, completa.

O agente reforça, também, o alerta para a estatística de que, para cada óbito registrado no trânsito, de sete a oito pessoas acabam com lesões ou sequelas graves.

Entre as demais causas de morte, cinco pessoas morreram por afogamento, seis em acidentes de trabalho, quatro por choques elétricos, outras quatro por overdose de cocaína, uma durante incêndio em residência e duas por bronco aspiração, quando alimentos, líquidos, saliva ou vômito são aspirados pelas vias aéreas.

“Podemos apresentar as estatísticas das mortes; porém existe uma estatística que nunca vamos poder apresentar, que é a estatística do acidente evitado, da vida que foi salva, da pessoa que foi transformada, seguindo seu caminho, valorizando a vida”, ressalta Souza.

Em relação aos suicídios, o número também caiu, de 46 casos em 2017 para 36 no ano passado. “Neste ponto, é notória a participação da Rede de Proteção à Vida, que diuturnamente se dedicam na prevenção e valorização da vida”, destaca.

Francine Ferreira

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