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O desafio de aumentar a média de público

Câmara de Vereadores

Famoso por ter uma torcida atuante e capaz de mudar os jogos, o Criciúma observa a média de público no estádio Heriberto Hülse cair ano após ano. Se na Série B de 2016, a média foi de 4.080, ela caiu para 2.865 no ano seguinte e já está em 2.429 na edição atual. Entre os 20 times do torneio, o Tigre está com a 14ª média nos seis jogos em casa.

Só para termos uma ideia do quão baixa tem sido a presença do torcedor, somados os públicos de todos os jogos, o Criciúma levou 14.576 torcedores ao Majestoso. Seis partidas em toda a Série B tiveram estádio com mais público.

Explicações são várias. A começar pela cultura do futebol brasileiro em si. Desde sempre, jogo grande é sinônimo de grande público, jogo pequeno é igual a público pequeno. Logo, não queiram que partidas de Série B tenham entre 15 e 20 mil pessoas, porque é utopia.

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Somado a isso, o desempenho do Criciúma em 2018 não inspira grande confiança. Como levar torcedor ao estádio para ver um time que não empolga? Que lutou para não cair no estadual? Que está na zona de rebaixamento da Série B? Se um jogo contra o São Bento, por exemplo, não chamaria muito público, na situação da equipe fica pior ainda imaginar algo positivo.

E, é claro, não podemos esquecer que estamos falando de um clube cada vez mais distante do torcedor. A centralizadora gestão de Jaime Dal Farra tem se caracterizado por isso. O torcedor do Criciúma não consegue olhar para o clube (e aí falo do clube mesmo, como estrutura e pessoas/entidades que o cercam) e se identificar com ele.

E aí acarreta o que estamos vendo: pouco interesse dos torcedores da região em se associar ao Criciúma, promoções de ingressos pouquíssimo atrativas e falta de clareza em ações internas que se refletem no campo. A realidade é que hoje não há atração para ir ao Heriberto Hülse.

O torcedor está magoado com o clube e quer uma contrapartida para empurrar o time para cima. Ingresso mais barato? Ações mais claras da diretoria? Ou só uma equipe melhor já basta?

Possíveis soluções sobram. O que não pode sobrar é falta de tentativa para mudar esse cenário. O Heriberto Hülse já foi um dos estádios mais vivos e pulsantes do Sul do país, e hoje é apenas sombra do que foi deixado no passado.

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