Economia

Coopera tenta se adequar com o fim dos descontos na compra da energia elétrica

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Detentora da menor tarifa do Brasil a Cooperativa Pioneira de Eletrificação – COOPERA, com sede em Forquilhinha,  iniciou o ano com algumas ações de planejamento e economia visando reduzir os impactos da perda do subsídio na compra de energia elétrica. Com o decreto do Governo Federal, que estabeleceu que as cooperativas permissionárias de distribuição de energia tenham os subsídios reduzidos em 25% anualmente, a COOPERA tenta se adequar para evitar, principalmente, o acréscimo nas tarifas de seus associados/consumidores.

O coordenador de regulamentação da COOPERA, Fábio Silvano, afirma que a expectativa não é nada animadora, já que os subsídios concedidos às cooperativas na forma de descontos nas tarifas de suprimento de energia ao seu mercado serão reduzidos gradualmente até sua extinção. “O segundo ciclo de revisão tarifária da COOPERA iniciou-se em setembro de 2016 e, a partir desta data, já perdemos 25% deste subsídio”, comentou.

Ele explica ainda que a compra de energia é um item não gerenciável pela cooperativa, e faz parte do mix que forma a receita requerida para a cobertura dos custos anuais de cada distribuidora de energia, a tarifa é regulada pela ANEEL e as variações nos valores afetam diretamente as tarifas dos consumidores, ou seja, as distribuidoras devem cortar os custos que são por ela gerenciáveis para não gerar acréscimo nas tarifas. “Hoje, mesmo com a perda de 25% do subsídio, ainda mantemos a menor tarifa do país”, garante.

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Redução de custos

Para diminuir os impactos desta perda nas tarifas dos seus associados a direção da COOPERA vem ao longo dos últimos anos buscando ações que reduzam os atuais custos operacionais visando a equalização com a perda do subsídio. Além de investimentos com a linha de transmissão de 69kV e subestações de Caravaggio e Santa Cruz, com a conexão direto na Rede Básica, que resulta em redução de custos e consequente redução de tarifas, em dezembro do ano passado foram criados junto aos coordenadores grupos de trabalho para redução da  parcela “B”, que são os custos gerenciáveis, onde estão incluídos,  por  exemplo,  gastos com pessoal, contratos de terceiros, frota e demais custos operacionais.

As medidas de redução de custos da parcela “B” foram apresentadas na última semana ao Conselho de Administração, que aprovou todas as sugestões. Na visão do presidente Walmir Rampinelli essa medida é uma ação preventiva para redução geral dos custos sem prejuízo ao serviço prestado. “Vamos cortar ainda mais os gastos desnecessários, pois nossa intenção é manter a cooperativa saudável e com possibilidade de investimentos na atividade fim que é a distribuição de energia elétrica”, afirmou.

Francine Ferreira – Débora Cândido

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