Jovens parlamentares participaram ativamente de debates sobre autismo e acessibilidade em Criciúma; ideias colhidas no evento serão transformadas em projetos de lei municipais.
Os vereadores mirins da Câmara Municipal de Forquilhinha participaram ativamente de um importante espaço de formação focado em direitos humanos e inclusão social. A delegação de jovens legisladores marcou presença na Conferência Regional do Vereador Mirim, realizada em Criciúma pela Escola do Legislativo Dep. Lício Mauro da Silveira, vinculada à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O evento reuniu representantes mirins de cinco cidades do Sul catarinense.
A programação oficial do encontro contou com um cronograma voltado à construção de ambientes escolares e sociais mais acolhedores. No período da manhã, os mirins acompanharam palestras com foco em educação inclusiva como direito para todas as diferenças e na construção conjunta de uma sociedade mais acolhedora. Na parte da tarde, as discussões teóricas foram desdobradas em oficinas práticas focadas em quatro eixos centrais: Autismo, Acessibilidade, Inclusão Social e Cidadania Digital.
Propostas práticas e voz à juventude
O engajamento da equipe de Forquilhinha resultou em metas bem definidas para a realidade local. A vereadora mirim Ana Júlia Agostinho de Andrade revelou que já possui planos estruturados para apresentar no Legislativo do município, inspirada nas dinâmicas apresentadas. “Eu já tenho um projeto em mente, que é fazer uma sala especializada para quem precisa e para quem não consegue se adaptar direito na sala de aula convencional”, pontuou Ana Júlia, defendendo uma estrutura física de suporte escolar.
A coordenadora do Núcleo de Educação para Democracia da Escola do Legislativo da Alesc, Liliane Knoll, explicou a metodologia aplicada no período vespertino, que impulsionou o protagonismo das crianças na formulação de soluções. “Dentro da educação inclusiva, nós selecionamos quatro itens para eles discutirem e conversarem entre os grupos: o autismo, a acessibilidade, a inclusão social e a questão da cidadania digital”, explicou Liliane. Ela destacou a importância de trabalhar a responsabilidade no ambiente virtual: “É a responsabilidade que eles têm em tudo aquilo que postam e compartilham nas redes sociais, e qual o material que eles estão produzindo para divulgação”.

Para a presidente da Câmara Mirim de Forquilhinha, Thainá de Mello, o encontro trouxe aprendizados fundamentais para o cotidiano estudantil. “Participar deste evento foi uma experiência incrível para todos nós. As oficinas sobre autismo e acessibilidade nos deram uma visão muito mais ampla das dificuldades que muitos colegas enfrentam nas escolas. Nosso papel como vereadores mirins é levar essas ideias de inclusão e cidadania digital para dentro de Forquilhinha, propondo projetos que façam a diferença para todos os estudantes, sem distinção”, sustentou Thainá.
O presidente da Câmara de Vereadores, Célio Elias (PT), acompanhou de perto o desempenho da delegação e emitiu um parecer positivo sobre a maturidade dos participantes ao debaterem pautas de relevância social. “Ver os nossos vereadores mirins ocupando esse espaço e discutindo temas tão sensíveis e necessários, como a inclusão e o autismo, nos enche de orgulho. O Programa Vereador Mirim cumpre exatamente este papel: formar cidadãos conscientes, empáticos e preparados para liderar”, ressaltou o presidente Célio Elias. “A Câmara de Forquilhinha segue apoiando fortemente essas capacitações, pois investir no conhecimento desses jovens é garantir um futuro com políticas públicas muito mais humanas e inclusivas para a nossa cidade”, disse.
O conteúdo absorvido e registrado pelos vereadores mirins servirá como base técnica para as próximas indicações, requerimentos e debates na pauta das sessões da Câmara Mirim de Forquilhinha.
Redação – Natasha Monteiro









