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Setembro Verde e o foco na prevenção do câncer de intestino grosso

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O câncer de intestino grosso é o segundo que mais mata no mundo, sendo que, no Brasil, acomete aproximadamente 35 mil pessoas anualmente. A doença atinge mulheres e homens, praticamente em igualdade de incidência, sendo a 6ª e 7ª décadas de vida a faixa etária mais atingida. Os dados são reforçados pelos médicos especialistas em Coloproctologia, Luiz Carlos Farret Júnior e Rodrigo Biazus.

De acordo com eles, o câncer de intestino também é o segundo tumor mais comum em mulheres e o terceiro mais comum em homens. “Em termos de sintomas o sangramento fecal, alteração de hábito intestinal e cólicas abdominais são os mais frequentes. No entanto, encontramos muitos pacientes assintomáticos e já com a neoplasia”, explica Dr. Biazus.

Dr. Farret salienta que se deve focar na prevenção da doença, pois o câncer intestinal é uma das lesões que se pode evitar, já que em seu estágio inicial caracteriza-se apenas como um pólipo benigno e que, com o passar dos anos, ocorre a transformação para o câncer. “Ao contrário de outros tumores que já nascem malignos e que se tem a necessidade de fazer o diagnóstico precoce”, pontua.

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O exame de colonoscopia entra no arsenal de prevenção do câncer intestinal como o principal exame disponível segundo os especialistas. Desta forma, todas as pessoas de 45 a 50 anos de idade, homens e mulheres, devem realizar a colonoscopia para, com isso, diagnosticar o pólipo intestinal caso seja portador. “Durante o mesmo procedimento, é possível realizar a sua remoção e evitar o surgimento do câncer intestinal”, conclui Dr. Biazus.

A orientação, conforme os médicos, é de que a colonoscopia seja repetida de tempo em tempo, este intervalo dependerá do resultado do primeiro exame. Estudos afirmam que se a prevenção for realizada em toda a população o índice de surgimento do câncer intestinal diminuirá em até 90%.

Fatores de risco

  • Idade acima de 50: O câncer colorretal é mais provável de acontecer conforme as pessoas vão envelhecendo. Mais de 90% das pessoas são diagnosticadas após os 50 anos de idade. No ano de 2018, de acordo com novos dados que evidenciam o aumento do número de pacientes com câncer colorretal abaixo dos 50 anos de idade, a Sociedade Americana de Coloproctologia orienta os 45 anos como idade de início de prevenção.
  • Dieta: Estudos sugerem que dietas ricas em gorduras, baixas em cálcio e baixas em fibras podem aumentar o risco de câncer colorretal.
  • Pólipos: Maioria dos pólipos são benignos, no entanto podem progredir e tornar-se câncer. Encontrar e removê-los reduz o risco de câncer colorretal (procedimento realizado por colonoscopia).
  • História familiar de câncer colorretal: Parentes em primeiro grau (pais, irmão, irmã, filhos) de uma pessoa com história de câncer colorretal, tem mais probabilidade de desenvolver a doença, especialmente se este parente teve o câncer em idade jovem.
  • Alterações genéticas: HNPCC (Câncer colorretal não polipoide hereditário), é o tipo mais comum de câncer colorretal herdado geneticamente. No entanto, faz parte de uma pequena percentagem de todos os casos da doença e a média de idade do diagnóstico do câncer é 44 anos. Já a Pólipose Adenomatosa Familiar (FAP) é uma condição rara de herança genética na qual ocorre a formação de centenas de pólipos no cólon e reto. Geralmente, portadores desta doença desenvolvem o câncer ao redor de 40 anos de idade. Este tipo de câncer é menos de 1% do total de todos os casos diagnosticados de câncer colorretal.
  • Colite ulcerative e Doença de Crohn: Pessoas portadores de doença inflamatória intestinal por longa data têm aumentado o risco de desenvolvimento do câncer.
  • Tabagismo: Aumenta risco de pólipos e câncer colorretal.
Francine Ferreira – Andressa Recchia

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