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Santa Catarina já soma mais de 550 notificações de casos de dengue em 2016

No período de 1º a 23 de janeiro de 2016 foram notificados 559 casos de dengue em Santa Catarina, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira, 26, pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde. Desses, 523 (94%) casos estão em investigação, aguardando resultado laboratorial, 9 (2%) foram confirmados pelo critério laboratorial e 27 (5%) foram descartados.

Do total de casos confirmados, 7 (78%) são importados (transmissão fora do Estado) e 2 (22%) estão em investigação para definição do local provável de infecção.

Em 2015, foram notificados 11.332 casos de dengue, dos quais 3.616 casos foram confirmados (32%), 6.784 (58%) foram descartados e 932 (10%) estão em investigação. Do total de casos confirmados, 3.279 (91%) eram autóctones, 274 (7%) importados e 63 (2%) estão em investigação para identificação do Local Provável de Infecção. Em relação ao boletim anterior (publicado no dia 19 de janeiro), dos casos em investigação, foram confirmados mais cinco (5) casos de dengue, sendo três (3) autóctones de residentes no município de Pinhalzinho e dois importados.

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Comparando os anos de 2015 e 2016, até a Semana Epidemiológica n03 de 2015 (23/01/2015), tinham sido notificados 179 casos de dengue, sendo 43 confirmados como autóctones. Já em 2016, considerando o mesmo período, foram notificados 559 casos, sendo que nenhum caso autóctone foi confirmado até o momento.

Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina, até a Semana Epidemiológica n003 de 2016 (de 3 a 23 de janeiro de 2016), foram identificados 697 focos, em 67 municípios. Neste mesmo período em 2015, haviam sido identificados 830 focos, em 44 municípios.

Atualmente, existem 28 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

Chikungunya

No período de 1º a 23 de janeiro de 2016 foram notificados oito (8) casos suspeitos de febre de chikungunya em Santa Catarina, todos permanecendo em investigação.

No ano de 2015, foram notificados 101 casos suspeitos de chikungunya, dos quais quatro (4%) foram confirmados, 54 (53%) foram descartados e 43 (43%) permanecem em investigação. Do total de quatro casos confirmados, um foi autóctone do município de Itajaí e outros três foram importados de outros estados. Em relação ao boletim anterior (publicado no dia 19 de janeiro), foi confirmado mais um (1) caso de Chikungunya, importado, com residência no município de Jaraguá do Sul.

Febre do zika vírus

No período de 1º a 23 de janeiro de 2016, foram notificados 31 casos suspeitos de febre do zika vírus em Santa Catarina. Destes, 4 (13%) foram confirmados, 3 (10%) foram descartados e 24 (77%) permanecem em investigação.

Todos os casos confirmados são importados e classificados pelo critério clínico-epidemiológico (após diagnóstico diferencial negativo para dengue, sarampo, rubéola e parvovírus). Estes casos foram identificados em Braço do Norte, Florianópolis e Ipuaçu, e os prováveis locais de infecção foram os estados do Mato Grosso, Rio de Janeiro e Sergipe.

No ano de 2015, foram notificados 76 casos de febre do zika virus, dos quais 9 foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, sendo todos importados de outros estados, (residentes em Itapema, Laguna, Florianópolis, Bombinhas, Gaspar e Pomerode), 44 foram descartados e 23 permanecem em investigação.

O caso confirmado de febre do zika vírus no município de Itapoá não aparece no boletim, pois o paciente reside no estado de Mato Grosso.

Situação das Salas Municipais para o combate ao Aedes aegypti em Santa Catarina

A Sala Estadual para o combate ao Aedes aegypti informa que todos os 28 municípios infestados pelo Aedes aegypti implantaram a sala de situação municipal. Os municípios de Novo Horizonte e Princesa ainda não informaram a composição das suas salas.

Em reunião com o município de Florianópolis, realizada na última segunda-feira, 25, o número de imóveis em área infestada foi revisto. Inicialmente, haviam sido contabilizados todos os imóveis da área continental do município. Entretanto, nessa área, são considerados infestados apenas os bairros Capoeiras, Coloninha e Monte Cristo. Dessa forma, com a revisão da informação, o município possui 41.326 imóveis em área infestada.

Assim, o quantitativo de imóveis a serem visitados em áreas infestadas em Santa Catarina, informado à Sala Estadual pelos 28 municípios, totaliza 333.124 imóveis.

Informações sobre as visitas aos imóveis estão sendo repassadas diariamente para a Sala Estadual.

Dos 333.124 imóveis em áreas infestadas, que devem ser vistoriados até o dia 12 de fevereiro, já foram realizadas visitas em 70.340 imóveis, representando 21,1% do total. Os imóveis fechados ou que a visita foi recusada totalizam 35.178 (10,6% do total de imóveis existentes).

Além da intensificação nas visitas aos imóveis das áreas infestadas desses 28 municípios, a Coordenação da Atenção Básica da SES/SC emitiu a Nota Técnica nº 001/2016 e a Sala Estadual realizou uma webconferência no dia 22 de janeiro com os agentes comunitários de saúde de todos os municípios catarinenses. A orientação repassada foi que, na rotina das visitas aos imóveis, devem ser priorizadas as ações de orientação para população sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, bem como formas de evitar e eliminar seus potenciais criadouros.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue;
  • Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya o Zika vírus, procure uma unidade.

O que é dengue?

É uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor retro-orbital (atrás dos olhos), e manchas vermelhas na pele.

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

O que é febre de chikungunya?

É uma infecção viral causada pelo vírus chikungunya, que pode se apresentar sob forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas) e evoluir para as fases: subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa “aquele que se curva”.

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias em cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da febre de chikungunya e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

O que é febre do zika vírus?

É uma doença causada pelo vírus Zika (ZIKAV), transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti, infectado. Pode manifestar-se clinicamente como uma doença febril aguda, com duração de 3-7 dias, geralmente sem complicações graves.

Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Porém, quando presentes, a doença se caracteriza pelo surgimento do exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia, edema periarticular e cefaleia. A artralgia pode persistir por, aproximadamente, um mês.

Francine Ferreira – Letícia Wilson e Patrícia Pozzo

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