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Prática regular de atividade física pode reduzir em até 60% riscos de desenvolver Alzheimer

Caracterizada como uma doença degenerativa, considerada incurável marcada pela perda progressiva de memória por conta do envelhecimento, o mal de Alzheimer promove a morte das células nervosas no cérebro (os neurônios) de forma progressiva. O problema apresenta três fases: leve, moderada e avançada e, nesta última, a memória do paciente é comprometida quase totalmente.

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A boa notícia que vem sendo divulgada há algum tempo é que a prática de exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana, pode reduzir em até 60% o risco de desenvolver a doença. Segundo o médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann, a prática regular de atividades físicas monitoradas em pessoas saudáveis pode prevenir a doença porque estimula o hipocampo, estrutura cerebral responsável pela memória. Com isso, é possível manter a demência afastada mesmo nas pessoas que possuem genes que os colocam na situação de risco para desenvolvê-la.

O médico esclarece que não se pode afirmar que será possível evitar o Alzheimer por meio da atividade física, mas ressalta que a prática regular pode fortalecer a pessoa e melhorar a sobrevida funcional diante da doença.

Em caso de diagnóstico da doença, é indicado um tratamento, que inclui reabilitação cognitiva, medicamentos e prática de exercícios físicos. Os benefícios dos exercícios físicos ocorrem porque é possível manter pequenos vasos sanguíneos do cérebro saudáveis e protegem contra pressão alta e diabetes. Também é possível reduzir a concentração da proteína amilóide, que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer.

Além de minimizar fatores de risco, a atividade física regular age diretamente nos mecanismos responsáveis pelo Alzheimer, atuando na redução da inflamação, do estresse oxidativo e controlando os níveis de açúcar no sangue, o que equilibra o metabolismo da insulina.

A atividade física preserva as capacidades funcionais remanescentes durante o máximo de tempo possível, melhora a autoestima, alivia o estresse e a ansiedade, melhora a função cardiorrespiratória e, consequentemente, ajuda a manter qualidade de vida. “Atitudes simples como exercício físico e dieta alimentar balanceada ajudam a retardar o aparecimento de sintomas da doença, bem como sua evolução, Em alguns casos ajudam, inclusive, a evitar”, conclui Reichmann.

Francine Ferreira – MARCOS A. BEDIN


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