Raríssima Cabeçalho
Alane Rodrigues

Os novos jeitos de morar

Olá querido leitor! Hoje o assunto que iremos trabalhar é um pouco mais técnico, porém totalmente perceptível em nosso dia-a-dia, eu estou me referindo às mudanças nos estilos de vida e principalmente nos estilos de morar das pessoas, e como isso impacta nosso psicológico positiva ou negativamente.

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Não é de hoje que a psicologia tem estudado a maneira como os ambientes influenciam em nosso psicológico e nossas emoções, e o como o contrario também é verdade. Com todos esses avanços, e com as liberdades de estilo que vem sendo adotadas mais e mais a cada dia, é natural que nossas experiências emocionais e relações sociais passem à influenciar cada vez mais o modo como vemos e  vivemos em nosso lar, transformando os espaços em ambientes de expressão pessoal e comunhão, nos afastando de modismos passageiros e culminando no conceito de morar compartilhado, da unificação dos espaços e da valorização das memórias.

Agora, vamos entender um pouquinho melhor esses “fenômenos psicológicos-ambientais” que tem tomado conta de nossos lares?

A Naturalidade das memórias

Não é a toa que a frase “não repare a bagunça, aqui se vive!” tenha se popularizado tão rápido. Uma casa moderna celebra a diversidade e recebe de braços aberto múltiplas referencias culturais, de seus diferentes moradores e períodos pelos quais os mesmos passaram. O resultado? Um décor exótico, muito mais emocional, pautado nas experiências individuais e coletivas que criam uma mistura harmônica e acolhedora. Hoje o “chique” já deixou de ser aquela casa arrumadinha e sem graça, onde se fica claro, que a vivencia ali é apenas de aparências, como se estivesse sempre preparada para sair em uma matéria de jornal, hoje o que faz a cabeça das pessoas é ter um lar de verdade, com bagunça sim, com misturas de estilos sim, e principalmente, com a sua identidade e seu amor, por todo o lado.

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A casa moderna também é feita para celebrar a união e o compartilhamento de espaços e funções, os ambientes são planejados de modo à acolher toda a família, amigos, animais de estimação, e esse planejamento vem desde a modelagem dos ambientes, a escolha dos mobiliários, à organização e aproveitamento dos mesmos. Não somos nós quem devemos nos adaptar à casa, e sim a casa que deve se adaptar à nós!

“A essência da arquitetura está na capacidade do profissional para captar estas necessidades tão particulares e concretizá-las com ambientes versáteis que as atendam”.

Espaços Funcionais

O relacionamento humano é o foco dos projetos, quando se trata dos novos jeitos de morar, e a mesma é estimulada através da unificação dos espaços de convivência, passando a funcionar de forma mais orgânica, prática e colaborativa. Os espaços sociais completamente integrados com cozinhas, salas de jantar e estar e área externa, já não são novidades, porém, vem tomando seu espaço cada vez mais, principalmente entre as famílias mais jovens. Essa unificação dos espaços agregando diversas atividades potencializa a convivência entre os próprios membros da família e também seus convidados.

O Sustentável e o minimalismo seletivo

O caos da vida agitada fica da porta para fora. Saem os excessos e, dentro de casa, permanece a leveza do essencial. Mas o básico é também pessoal, selecionado com base no desejo e no conforto de quem lá vive. Paralelo à essa tendência o viver é sustentável, o indivíduo um consumidor muito mais consciente e a decoração, por sua vez, cada vez mais pautada na qualidade e durabilidade. Guiado pelo apelo e valor do que é pessoal, exclusivo e único, o design se aproxima cada vez mais do artesanal, dos materiais naturais e da ressignificação dos objetos.

Então, conseguiu compreender um pouquinho melhor para onde o design e os estilos de vida tem nos levado? Acredito que essa serenidade seja bastante necessária, devido à falta desse sentimento nos exteriores, essa sensação de aconchego e naturalidade, nos passa a ideia de lar, de “casulo”, como se em nossa morada, estivéssemos livres de todos os problemas do dia-a-dia, inclusive, da obrigação de consumir e ostentar padrões de vida, que não nos levam a lugar algum. Uma semana de muita luz à vocês!


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